Turma de 1963 da FMUSP
 
Fatos Pitorescos
 Jessé em 21/12/2006 - 19:18
Caro Fadu (como dizia o Airton: a fraude fria de Freud).

Sua idéia é muito boa. Já foram os 5% de inspiração, faltando agora os 95% de transpiração.

Conte comigo para ser o cara que fica falando "Uop, Uop, Uop, ..." marcando o ritmo dos braçais..... Serei ótimo para incentivar........

O fato pitoresco, digo já, porque seguramente seria cortado na revisão final:
Tinha na turma alguém da equipe de xadrês da MacMed (um tal de Fuad, aliás o único Fuad da turma). Bom de tabuleiro. Se eu jogasse 100 partidas contra êle, perderia 98. Jogamos três vezes no primeiro ano: perdi a primeira, ganhei a segunda e a terceira........ O resto do curso fui procurado para jogar novamente: é claro, nunca tive tempo........... (Lembra????????)

Foi muito gratificante (expressão de velho, hem...) receber ua carta.

Continuemos.

Inúmeros e apertados abraços.

Jessé
 Jacyr em 05/01/2007 - 12:56
Caro Fuad

A sua idéia de fazer um livro com nossas memórias é interessante – o problema é que cada um de nós viveu a experiência de estudar e se formar naquela monumental faculdade de um jeito diferente. Fotos confesso que não tenho nada além do livro de formatura, que por falar nisto nem sei onde está. Temos com certeza alguma coisa a contar – como aquela sensacional aula onde o Pachecão estava mostrando como é a história de um esquizofrênico paranoide. Não sei se você lembra, mas foi algo assim:

- Senhores, este é um paranóico. João, você guia avião ?

- Guio professor, qualquer um, de teco teço a Boeing

- E presidente do Brasil, você não quer ser ?

- Já me convidaram, professor, mas não aceitei – para mim só presidente dos Estados Unidos

E o Pachecão, para provar o ponto:

- E professor de psiquiatria, você não quer ser ?

O João olhou espantado:

- Você acha que eu sou louco ?

Naturalmente caímos na risada, e naturalmente o Pachecão pos todo mundo para fora do anfiteatro...

Enfim, Fuad, se você conseguir juntar o que sobrou da turma e tiver um numero razoável de colaboradores, a gente topa em fazer um capítulo.

O Boris voltou da França, foi ser professor na UNICAMP e depois nada mais soube dele. O filho do Boris é colega e se formou na França – provavelmente o Boris vai daqui para lá e de lá para cá, mas não tenho o contacto. Sugiro que você veja na Farmacologia da Unicamp se eles tem como traçar o caro colega.

Um abraço do

Jacyr
 Fadú em 05/01/2007 - 13:20
Caro MMM

Tinha esquecido que a Heloisa é filha do Prof.Névio.

Tenho 2 passagens inesquecíveis com o seu sogro:

1ª.) Ano de 1956.Minha 1ª.tentativa para entrar na faculdade. Fiz prova oral de Química com ele.Foi assim: sorteado o ponto “MÉTODO DE OBTENÇÃO DE AMIDAS”

Aí eu falei:- “Professor,posso primeiro definir o que são amidas?

Névio: -“Sim, diga.”

Eu:-“Amidas são compostos orgânicos etc.etc.

Névio:-“Certo. Agora,métodos de obtenção”

Eu:-“ Isso não estudei”. Então o Névio sorriu,e calmamente perguntou de onde eu era,minha raça,etc. e me dispensou.

Claro que eu não passei, mas fiquei gostando do cara. Ele foi legal comigo.



2ª) Ano de 1962. Eu ia fazer a 3ª. tentativa para conseguir carteira de motorista. Percorrendo os corredores do DETRAN, uns dias antes, deparo com uma sala e um nome na porta: FULANO(não me lembro o 1º.nome) PIMENTA

Na faculdade comentei com o Névio ,e ele me disse que era seu irmão (?). Eu,sem pedir nada,contei meu caso.

No dia da prova de direção, no meio do trajeto, os examinadores (eram dois) que estavam no carro perguntaram :-“ Você então é aluno do Dr.Névio ?” Eu estava salvo.Fui aprovado. Viva o Prof.Dr. Névio Pimenta. Que sujeito legal.
 Fadú em 14/01/2007 - 13:26
SHOW MEDICINA (ANO DE 1960).
Era a estréia do Yoshiki Okumura (vulgo "meu irmão") como ator. Ele tinha que entrar de avental na frente da cortina anunciado pelo apresentador (o Ruy Bevilaqua,vulgo "Cauby")como sendo o Dr. Takaoka.
Ele tinha que chegar no meio do palco com um aparêlho de anestesia na mão e dizer: -"Esse aparêlho de Takaoka.Aparêlho de japonêz pequenino,mas funcional. Né?"
Só que ao entrar em cena e deparar com a platéia e receber o foco de luz do iluminador(era o Hilvio,vulgo "bicudo") o Yoshiki parou,ficou trêmulo,quieto e transpirando.
Por trás da cortina tivemos que cutucá-lo e gritar pr'a ele :-"fala, fala Yoshiki".
Depois de longos minutos ele saiu do estado catatônico, para alivio geral.
 Fuad, o Fadú em 27/01/2007 - 14:06
O busto de bronze do Prof. E .VASCONCELLOS havia sumido de seu pedestal para desespero dos funcionários e assistentes da 2a. Clínica Cirúrgica.
Eis que ,algumas semanas depois,o dito busto surge durante um ensaio do Show Medicina (era o ano de 1962).
No lugar de, simplesmente, devolvê-lo ao legítimo dono, foi bolado um quadro ,no qual SHERLOCK HOLMES (eu) num raciocinio magistral, descobre o paradeiro da peça sequestrada e do marinheiro ladrão (o DANIEL PINTO).
Quando, durante o Show, para surpreza geral, aparece o busto verdadeiro e ultra-procurado,se dá um reboliço na platéia e sobe ao palco o DR.SALOMÃO CHAIB que agarra e abraça a cópia de seu querido mestre e a leva embora, terminando o espetáculo.

Dias depois o VASCO (apelido do prof.) pediu para reproduzirmos o quadro do Sherlock em sua residência, mas o elenco achou que não haveria clima propicio ,e recusou.
 Ayrton Orsi em 09/02/2007 - 20:17
encido o desafio do vestibular jovens da capital e muitos do interior paulista e brasileiro chegaram a Casa de Arnaldo que era dividida, como em três partes: o imponente edifício da escola, o complexo hospitalar com as escolas de enfermagem, Vsaúde e higiene e Instituto Médico-legal e a Associação Atlética com a Casa do Estudante ainda não inaugurada. Para os curiosos calouros o ponto central era o porão da escola para onde todos convergiam e onde estavam situados o Centro Acadêmico, Departamento Feminino, barbearia, lanchonete, sala de repouso (dita do sono) sinuca e livrarias.

O trote fora abolido há dois anos. Recebemos um diploma de burro após sermos batizados nas águas lustrais e infecto-contagiosas dum pequeno lago que existia no jardim da escola. O principal assédio aos calouros era feito pelos esportistas veteranos à procura de novos astros ou à procura de algum pato para jogar “vida”; pôquer, caixeta ou vender livros usados. O assédio feminino da turma da Asma (agarre seu médico agora) só viria mais tarde, apesar da opinião contrária de futuros psiquiatras.

A aula inaugural contava com o apoio de alguns professores levando os calouros a acreditarem na veracidade das teses apresentadas: para a turma de 58 foi um caso de fístula entre o colo transverso e o ventrículo esquerdo do coração que levava fecalitos para o cérebro formando os fecalomas de Vasconcelos. Os calouros embasbacados e os veteranos, ouvindo pelos alto-falantes do lado de fora, rindo.

Agora já ouvíamos falar das aulas com o Xilor, Abobrinha, Bombonzinho, Chico do Brejo e já sabíamos quem era o Miracídio, Ameba, Teresa, Mamão, Rosca, Cauby, Fifi, Boi, Peixinho, etc.
O aluno se tornava conhecido pelo nome que a orgulhosa mamãe bordara no avental de uso diário e obrigatório e que seria usado mesmo que não fosse obrigatório pela imponência que o mesmo dava quando desfilado pelos arredores. Com o passar do tempo e o aumento de atividades nos esportes, principalmente no segundo semestre com a proximidade da Mac-Med e o show, os bailinhos na sala-do-sono e quase me esquecia, das aulas, formam-se os grupos de amigos, as panelas, surgem os apelidos; alguns relacionados a um detalhe físico, andar ou comportamento, outros sem nenhuma explicação.

Numa verdadeira escala zoológica tivemos: Pernilongo, Formigão, Canarinho, Ratinho, Galinha, Peito-de-pombo, Galo-cego, Big-dog, Focinho-de-tenca. Fora da escala: Bombril, Perigoso, Bicudo, Migué, Pastor, Fadu, Ventinho Meu-irmão, Nho Quim, e outros.

Nos anos seguintes era nossa vez de recepcionar os calouros e as fileiras se enriqueceram com a chegada do Borboleta, Chacal, Garrafeiro, Macaco, Tiroidinha, Monstro, Cantareira , Bacaiau (sic), Tripé, Banzé, Geléia e outros.

O Celsão já contava histórias e estórias com toda sua verve. E elas aconteceram; Conta uma que eu conto outra, são centenas que pretendemos juntar.

Num exercício de memória tentem identificar os cognominados. Temos história para cada um, médicos importantes na vida pessoal, carreira universitária, vida pública. Ilustres são muitos, não só o Vico e o Jacyr. Esqueceram do Florianópolis? Do Marcio, Ratinho, Yunes, Antonino, Negrão, Orlando, Chico?


AYRTON ORSI, o X
 Ruy A. Meirelles em 27/04/2007 - 07:14
WALDOMIRO DE PAULA

Era o chefe geral do Pronto Socorro. Se orgulhava do cargo que ocupava. Para manter a autoridade, respeito e dignidade que o pôsto lhe atribuia ,se vestia diferente dos médicos do hospital. Seu paletó, calça, camisa, meias e sapatos eram brancos como a neve. Uma gota de sangue que caisse no calçado era logo removida com água oxigenada. Sua sala era perfeita, tudo em ordem. Dêsde os quadros com a história da Medicina e os vasos de flôres, regados por suas mãos. A escrivaninha envernizada e brilhante ostentando pequeno arquivo, porta-lápis e bloco de receituário...
Essa figura imponente destoava do ambiente do P.S. com macas nos corredores de ambos os lados, gritaria de doentes, médicos residentes, estudantes, enfermeiras, sangue no chão, frascos de soros dependurados. Um festival de doenças, tiros e facadas...
O chefe mantinha uma postura altiva e diálogo ríspido e até certo ponto agressivo e petulante. Quando um residente internava um caso cirúrgico não urgente, o chefe se exaltava e fazia uma encenação a ponto de fazer inveja a um artista de teatro. Ele não era apreciado pelos residentes....
Certa vêz é internado um distinto alcoólatra,freguez assíduo do P.S.,que é colocado numa maca no fim do corredor. O homem se agitava,todo amarrado ,pelas mãos e pés e gritava em altos brados,seguidamente por alguém chamado Alberto Pereira. Talvéz outro andarilho amigo de pingas e aventuras. O som ecoava por todo o P.S. e chegava aos ouvidos sensíveis do chefe.
Ao ouvir essa gritaria, um residente brincalhão e gozador teve uma idéia luminosa. Foi até a maca do paciente sonoro e sussurou no seu ouvido:
-" Não é Alberto Pereira meu chapa. É Waldomiro de Paula , ouviu ? Waldomiro de Paula."
Imediatamente o bêbado mudou a letra da música:
-Waldomiro de Paula. Waldomiro de Paula. Gritava sem parar.
Os estudantes e os residentes se esconderam para presenciar a reação do chefe. O W.P. conversava na sua sala com um assistente. Ao ouvir seu nome que repercutia como eco, virou um leão. Abriu a porta e com passos largos e rápidos foi atender ao chamado. Ao identificar a fonte sonora do seu nome , ficou vermelho como pimentão maduro contrastando com o branco de sua roupa. Seu rosto exprimia revolta e desconfiança. Bateu com os punhos na maca do doente sacudindo o mesmo, que assustado, berrou mais alto ainda.
-"Estudantes safados, irresponsáveis, pilantras. Como podem esses projetos de médicos desrespeitarem uma autoridade? Vigaristas, tratantes ordinários." Estava fumegante de raiva. Voltou e fechou a porta da sua sala.
Soube-se mais tarde, por uma testemunha presente, que o Chefe de Branco, odiado e amado, não resistiu a gozação e soltou uma sonora gargalhada, dizendo:
-" Esses estudantes são uns f. d. p. !!"
 Fuad ,o Fadú em 27/04/2007 - 21:46
O caráter extremamente rígido, obsessivo e infatigável do PROF. WALDOMIRO DE PAULA fez dele uma fígura folclórica. Ele foi responsável pela alta eficiência do P. S. do H.C. , ao qual dedicou tempo integral, em detrimento de sua clínica particular. Antes de ser Livre-Docente da 2ª Clínica Cirúrgica, publicou inúmeros e extensos trabalhos de Anatomia e Cirurgia nos seus 35 anos de atividades.
Era carinhosamente apelidado de "The Fellow" (o companheiro), e em sua homenagem, o Prof. EDMUNDO VASCONCELOS (membro da Acadêmia Medicina de Letras) saudou-o com o poema: POEMA PARA UM HERÓI OBSCURO.
Três vêzes por semana, o chefe WALDOMIRO DE PAULA , acometido por grave nefrose, subia até a Urologia para fazer 2 horas de hemodiálise, que o deixava extenuado. A seguir descia até sua sala no P. S., onde repousava e tomava sua refeição , sem se afastar do seu posto de comando.
 mitiru tanigaki em 01/05/2007 - 18:34
como vai o melhor comediante da nossa turma? tomei conhecimento por alto,por enquanto, das mensagens dos colegas e recordei fatos e nomes que estavam no fundo de mim, ou será no inconsciente? foi uma grata satisfação e achei ótima a idéia de podermos conversar assim, talvez com mais liberdade e poderemos lembrar ou mostrar fatos que nem todos sabem, não?já estou tentando fazer um esquema de episódios interessantes ou não ocorridos durante o curso. chega ser um deleite. Fuad, um grande abraço e parabens pela iniciativa. Aos colegas que porventura tomarem conhecimento desta envio tambem um abração. Até breve. 1 de maio de 2007.
 Fuad, o Fadú em 08/05/2007 - 13:07
Cara MITIRU

Eu estou bem, e vejo que você também.
Gostei de você dizer que é um deleite lembrar dos velhos tempos, pois às vêzes me sinto um saudosista chato que não tem o que fazer.
Esses escritos do nosso site precizam ser completados, modificados, comentados ou criticados conforme os testemunhos de cada colega. Eu não poderia estar em todo o lugar "daquela monumental escola" ( sic-JACYR) ao mesmo tempo.
MITIRU. Acho que a REGINA , a VILMA , a MINA , a SIRLEY e a CREUSA não sabem desse site. Não dá pr'a você avisá-las ?
O JORGE FAUZE ( fui ao consultório dele) me disse que você sempre telefona pr'a ele dando notícias. Fiquei com ciumes. Não liga pr'a ele não. Liga pr'a mim.Liga pr'a mim. (0xx12-3951-2074)
Um respeitoso abraço de irmão.
 Fuad "Fadú" em 28/05/2007 - 18:51

O Professor EDMUNDO VASCONCELOS era um prato cheio para o Show Medicina
Indivíduo pícnico, brevilíneo, peito enfurnado, vaidoso.
Era cercado de histórias, lendas e anedotas.
Assim como o Prof .A. C. Pacheco e Silva , pertencia a Academia Paulista de Letras.
Uma vez assisti a uma demonstração da sua retórica.
Ele dava uma aula , quando entrou o Prof. Arnaldo Sandoval (endocrinologista da EPM) e o saudou:
- " Como vai o meu amigo que já fez 10 catedráticos ? "
E o Vasco:
- "Hoje meu Ego subiu mais alto que os astronautas siderais ! Quando o Sól frio do amanhã , não mais iluminar a face estéril da terra, sòmente restarão essas vivências do passado".
A classe quase bateu palmas.
 A.FREDERICO MAGALHÃES ,o Vico em 29/05/2007 - 20:02
Um grande abraço a todos os colegas.

Não esqueço as 6 derrotas no basquete das MAC-MEDs.
Eu ficava muito nervoso e sempre afundava o time, sob os olhares recriminadores do ROSSI, o dono do time, que chegou até me obrigar a tomar Pervitin - o que só piorou minha cabeça.
 SIDNEY ARCIFA em 30/05/2007 - 19:06
fadu voce com seu estilo continua o mesmo de sempre e podera ser o ultimo sobrevivente ,pode contar comigo desde que nao seja realizada a apresentacao no Sanatorio Jabaquara onde uma vez voce deu um show,que deve aparecer na historia da turma.Um abraco do amigo e companheiro de plantao ...Sidney
 Fuad,o Fadú em 02/06/2007 - 11:01
O SANATÓRIO JABAQUARA era (continua sendo) um hospital psiquiátrico onde eu, o ARCIFA e alguns outos, dávamos plantões noturnos e de fins-de semana.
Uma noite, eu tinha comigo uma roupa de árabe, pois fui dar plantão depois de um ensaio do Show Medicina.
Resolvi fazer uma brincadeira.
Vesti a fantasia e me sentei na cadeira do diretor do hospital (que era nosso professor de Clínica Médica ORESTES ROSSETO ). Pedi para a enfermeira trazer a Dna. Latife (uma paciente libanesa internada lá fazia tempo) avisando que tinha um parente dela que veio do Libano para visitá-la.
Quando a Dna. Latife entrou na sala da diretoria e me viu, eu fiz a saudação:
-" Salam Aleikum".
Ela que era normalmente calma ficou agitada e começou a gritar:
-"Que coisa essa ? Pensei coisa grave ? Pensei alguém morreu" etc. etc. etc.
Vendo que a paciente não se acalmava falei para a enfermeira levar ela de volta e aplicar um M1 (Amplictil+Fenergan).
Fiquei chateado com a falta de espirito esportivo da Dna. Latife.
Depois a enfermeira voltou e me perguntou:
-"E se ela contar pr'o Dr. Orestes ?
Eu respondi:
-" Diz que você não sabe de nada. Que você acha que foi alucinação dela."
 Jessé de Paula Neves Jorge em 02/06/2007 - 16:08
Aula de Micro...

Foi no segundo ano:

Aula de Microbiologia, do Prof.Lacaz (e sua paixão por apresentar casos clínicos).

Blastomicose. Doente-exemplo, um senhor simples de Marília.
Sim, ele vivia palitando os dentes com gravetos...
Apareceu uma ferida na boca, e foi crescendo....

- Lacazinho: e como tratou da ferida?

- Paciente: procurei um benzedô.

-Lacazinho: e tem benzedô bom na sua terra?

- Paciente: BENZEDÔ É QUINEM MÉDICO. TEM OS BÃO E TEM OS RUI.............
 Jessé de Paula Neves Jorge em 02/06/2007 - 16:10
Aula de Dermato

Aula prática de Dermato, no 3º andar do HC (1960)

Prof Soares.

Assunto, Sífilis.

Exemplo: paciente com cancro duro..

(Minha turma tinha as duas meninas Ivanilde e Izelinda)(Era 1960) (Bibi Ferreira ainda não tinha dito "mexe esta bunda", no fim do 1º ato de My Fair Lady)

Soares, após discorrer sobre o caso, vira-se para o paciente-exemplo:

- Mostre o Pênis.

O paciente faz que não ouviu.

Soares:

- M O S T R E O M E M B R O.

O paciente, pálido, olhas pras meninas, e nada.

Soares:

- P O N H A O P A U PRÁ FORA!!!!!!!!!!

(Silêncio geral..... o paciente abaixando as calças)
 Fuad,o Fadú em 05/06/2007 - 23:21
Caro colega FREDERICO (VICO)

Não era V. que afundava o time de basquete, é que o Mackenzie sempre foi superior nesse esporte.
Chegou a um ponto, que na década de 70, era comum a nossa torcida jogar talco na quadra para ver se atrapalhava o time deles.

Em compensação, a Medicina nunca perdia na natação. E os "pedreiros", por sua vez , atiravam pacotes de Sonrizal na água da piscina do DEFE (hoje Complexo Babi Barone).

Um pouco por essa falta de esportividade universitária e ,mais por falta de patrocínio, a MAC-MED foi suspensa em 1997 (recomeçou no ano passado com a vitória da Medicina).

Me lembro de um jogo de basquete (era no ginásio coberto do Pacaembú) e nosso time perdia de lavada e já estava para terminar. Nossa turma irritada. Ai, chega a ENEIDA pr'a mim , e diz :-
-"Fuad, me acompanha até minha casa ?!" (já estava escuro na fora)
Não gostei, mas colega era quiném irmã. Acompanhei -a (a casa dela ficava nas redondezas) sem dizer uma palavra.
Chegando lá, virei sem dar tchau (fui mal educado e me arrependo) e voltei depressa ao estádio.

 Celso Silva Toledo em 12/06/2007 - 16:20
Caro Fadú,

Envio uma história que me contaram.
Como todos sabemos, as aulas-trote se tornaram uma tradição na nossa faculdade; lembrei-me disso ao ler a colaboração do Airton – Tais aulas, depois de alguns anos já despertavam suspeitas dos calouros, via vazamento de informações, de traidores, dedos duros e que tais; decidiu-se fazer algo novo e inédito: A época era da maravilha dos computadores, o primeiro ano em que as provas do Vestibular foram corrigidas eletronicamente, daí... Montou-se uma assembléia do CAOC para decidir a sorte de nove calouros que teriam entrado indevidamente, devido a falha elétrica no computador da Cidade Universitária; como toda assembléia havia uma parte a favor da entrada de excedentes, alegando que já eram de fato estudantes de Medicina e outra parte, terminantemente contra a entrada de excedentes (O episódio Amós era bem presente). Não se identificaram, de propósito, os que seriam atingidos. Surgiram várias propostas: eliminar simplesmente os nove últimos, sortear as vítimas, aumentar as vagas... No tempo do militarismo os ânimos estudantis eram agitados, como você sabe. Convocou-se o “Professor Kertz”, o Celso, também conhecido como: Nhô Quim, Caipira, Pé de cana, Cersão boca-torta... “assistente” de eletrônica da USP Adido da IBM americana e responsável pelo computador central para dar explicações. Chegou o dito professor devidamente caracterizado como cientista louco, com óculos de aros enormes, avental até os pés (ridículo para a época), gravata em nó bem pequeno, afrouxado e desalinhado e o colarinho com as pontas reviradas para cima. Veio de carro oficial da USP. Ao entrar faz-se um silêncio mortal, é que o professor estava com a cabeça enfaixada, devido a uma “briga já havida na Cidade Universitária” pelo mesmo motivo. O Professor começou longa explanação, totalmente desagregada sobre o problema, com o seu sotaque caipiro-americano, enchendo a lousa de cálculos matemáticos completamente disparatados; pelas tantas um calouro mais frio que os demais pediu licença e perguntou se tal sinal na fórmula, não estava invertido. O Professor antes de responder, perguntou: - “Seu nome e número, poorrr favoorrrr” O aluno empalideceu e gaguejou nome e número. O Professor diligentemente anotou em um pedacinho de papel e colocou no bolso – alto, perguntou com autoridade: “Alguém mais quer fazer perguntas?” Silêncio de cemitério.
Os veteranos riam, a mais não poder e os calouros, como soi acontecer achavam terrível desrespeito com assunto tão importante. O tumulto se generalizou quando a facção que defendia a expulsão pura e simples dos últimos calouros parecia estar em vantagem na votação da assembléia. Nesta altura o Márcio devidamente fardado de Oficial do Exército entrou no recinto e em voz bem militar disse : “Se não parar esta baderna, vou chamar a Tropa de Choque, baixo o pau e empastelo esta droga”. Foi devidamente vaiado com gritos de “Fora Gorila”, “Sabe que este recinto universitário é sagrado?” Reflexos da época...
Quando a ordem foi restabelecida por sugestão do próprio professor Kertz, levantou-se um calouro, que com voz embargada pela emoção desabafou: “Entrar na FMUSP sempre foi o meu sonho, estudei arduamente e passei no vestibular, agora este maldito computador estraga tudo!” Nesta altura o coração de pedra dos veteranos amoleceu e foi dito em alto e bom som: Os que serão eliminados são: “Calouro burro nº 1, Calouro burro nº 2 e assim por diante até que terminou em choppada no porão...
Muito tempo depois o Celso estava no Centro Cirúrgico de um grande hospital de São Paulo e foi abordado por um famoso médico cirurgião: “O senhor não é o Professor Kertz?” Era o Sonho, como ficou conhecido em sua turma.
Abraçaram-se, comovidos, o antigo professor e o aluno, agora colegas de tantos anos!

Assinado: Professor Kertz

Em tempo: até hoje o Prof. Kertz não entende bulhufas de computador. A história foi digitada pela minha secretária, Srta. Mariana!

Abraços do Cersão
 WALTENIO VASCONCELOS em 18/06/2007 - 21:01
Coisas, talvez inéditas , ocorreram comigo e meu querido pai (JOÃO EDUARDO VASCONCELOS ) que, me visitando na Dermatologia, dormiu em quarto de plantonista, como se fosse um interno.
E, certa vez, no 1º ano, assistiu com a permissão do nosso inesquecível e sério prof. ODORICO MACHADO DE SOUZA, a uma aula de Anatomia. Ele ficou exultante com esse acontecimento.
 Fuad, o Fadú em 18/06/2007 - 21:13
YES, NÓS TEMOS O WALTENIO ( O VASQUINHO)
Colega extraordinário, de trato fácil, que não sabe o que é mau humor.

Ele não foi querido sòmente pelas enfermeiras e pela Dna. Carmen (a dona da Cantina Piemontese, que ficava próxima ao H.C), mas também pelos seus alunos(até hoje ele dá aulas regulares para os alunos do 5º ano), tanto que foi homenageado nas formaturas da 80ª e 81ª turma da FMUSP.
 AYRTON ORSI em 25/06/2007 - 18:16
AS FERAS ESTÃO CHEGANDO
FINALMENTE O NHO-QUIM APARECEU
Mas hoje quero contar uma do querido Waltenio : alguns anos já formado , encaminhei para uma consulta com ele um engenheiro cheio da grana, em seu consultório particular. Relato da consulta: cheguei ao consultório, sala de espera vazia, sem atendente. Surge então um homem de bata até o tornozelo e me pergunta o que eu desejo; consultar com o dr. Vasconcelo respondo; ele diz , pois não, vai até a sala de consulta, some da minha visão, reaparece e diz pode entrar. Quando eu entro ele me convida para sentar, sentamos, e ele me pergunta: quem teve a coragem de indicar meu nome? Eu, assustado, respondo que foi o dr. Ayrton Orsi. Valtenio levanta da sua cadeira , eleva os dois braços para cima e diz : o grande Ayrton!!!!!
Não cobrou a consulta e o doente sarou. O grande VASCO!!!!
 Fuad ,o Fadú em 28/06/2007 - 13:02
Caro AYRTON (AO)
Você sabia que o WALTENIO ( o Vasquinho ) foi colega da nossa querida nº 1 , a ALICE PARREIRA, no Liceu Pasteur ( ou Liceu Franco Brasileiro) ? Ambos participavam do ORFEÃO ( canto coral) daquela escola. Já imaginou ?

Certa vez , eu e o WALTENIO estávamos esperando onibus no ponto da esquina da Av. Paulista com a R. da Consolação. Íamos até a Praça Oswaldo Cruz (no apt. da minha irmã). Então ele veio com essa:
-"GAMAL (era como ele me chama, em alusão a Gamal Abdel Nasser, presidente do Egito) vamos pedir carona? Olha quanto carro."
Eu- : " Essa não Vasco. É absurdo. Não tenho coragem"
Ele-: " Deixa que eu peço".
Eu- : " Escuta cara, você vai se humilhar fazendo isso."
Ele , meio surprezo e ofendido com minha observação)- : "A Bíblia diz: "Aquele que se humilha, será exaltado".
Aí, nosso singular colega parou um carro, pediu carona e foi sòzinho (eu não quiz ir) e chegou na minha frente.
Ficou esperando meu onibus chegar, com um sorrizo nos lábios.

DISCUSSÃO DE CASO CLÍNICO
O nosso WALTENIO lia a anamnese que ele tinha tirado do paciente:
"J.P.S. , 30 anos, solteiro.......tabaquista, não etilista...."
O professor interrompe:
-" Espera. Para um pouco. Mudou, é? Agora é tabaquista, não é tabagista mais?
O WALTENIO:
- " Perdão Mestre, mas, embora hoje, na humilde posição de interno, no entanto , já fui professor de Português, e posso assegurar ao senhor que, tabaquista é a pessoa que fuma o tabaco, enquanto que tabagismo é a intoxicação causada pelo abuso do tabaco ".

Ponto para o Grande Vasquinho.
 Fuad, o Fadú em 04/08/2007 - 08:14
Dia 7 de setembro de 1962.
Por falta de opção no feriado, fui assistir ao desfile da Independência no Vale do Anhangabaú.
Eis que vejo, abrindo caminho entre os espectadores, o colega BERNARDO BÓRIS VARGAFTIG, trotkista militante, em plena ação. Carregava no braço esquerdo uma pilha de papéis e uma mexerica que ia comendo , enquanto distribuia seu material, que eram panfletos de cunho político.
Como estava apressado, passou por mim sem perceber. Foi quando eu o chamei :
-"Ô ...SEU COMUNISTA".
Notei que nosso pletórico colega ficou visìvelmente assustado e vermelho feito a côr da bandeira do PC do B. Quando se voltou e me viu, falou:
-"Ô Fuad. Fala baixo. Cuidado."
Essa é a imagem que sempre guardarei do nosso estimado Bóris.
Naquela época (ao contrário da atual) , contrapondo-se aos elementos da esquerda, haviam os colegas moderados. O mais destacado ,também da nossa turma, era o apóstolo SEIXAS (nascido JOSÉ CARLOS). Ex-interno de colégio de padres (o Arquidiocesano), católico praticante, ex-presidente da JUC e do CAOC, apelidado de "Florianópolis" ( pelo AYRTON ORSI) devido portar 2 pontes de safena no seu sofrido coração.
Quando discursava nas assembléias, após as manifestações veementes e subversivas da esquerda, acalmava os ânimos exaltados. Com sua fala macia chegou a Ministro da Saúde.
 ARTHUR BELARMINO GARRIDO JR. em 08/08/2007 - 21:53
Querido Fadú,

Claro que me lembro de você, do nosso pindura frustrado, do show Medicina em que você fazia uma fantástica gestante com radinho de pilha!
Grande idéia a sua de registrar em livro nosso tempo de faculdade.
No dia do pindura (17 de setembro) de 1961 estávamos no porão do C.A.O.C. os dois calouros, o Arnaldo Siqueira e eu, inconformados com a apatia dos nossos colegas, que não estavam nem aí com o pindura. O pessoal do Largo de São Francisco, nós calouros, considerávamos inferiores, porque o vestibular deles era mais fácil e nós havíamos ingressado na melhor faculdade do país. Pois eles davam um tremendo pindura no 11 de agosto, que chacoalhava a cidade e nós pouco fazíamos.
Mas, calouros, não tínhamos idéia de como dar pindura e passamos a procurar veteranos que topassem um. Ninguém queria, até chegarmos em você, que conhecíamos do show, e no Orlando, que hoje é professor de alguma ciência básica na FMUSP.
Decidimos partir para um pindura de classe: um almoço no restaurante do Othon Palace, talvez o hotel mais chic da época, na Praça do Patriarca. Chegamos os quatro, de gravata, munidos de flâmulas do C.A.O.C. nos bolsos. O Arnaldo e eu, empolgados, fomos pedindo pratos sofisticados, você e o Orlando, mais experientes foram mais moderados. Você, então, disse ao "maitre" que não estava muito bem do estômago e pediu uma coisa "leve", um creme de aspargos. De fato, você estava até meio pálido.
Ao fim do almoço, timidamente, comunicamos ao "maitre" que estávamos comemorando o aniversário do C.A.O.C., entregamos as flâmulas e declaramos o pindura. O ambiente era sério e chic e a essa altura já quase não havia clientes no restaurante. Fomos informados que eles não aceitavam calote e passamos para a administração, onde passamos a tratar com o advogado do hotel. Ele nos convenceu a pagar a conta, em vez de irmos para a delegacia. Nessa altura nós já não pensávamos em outra coisa. Queríamos sair daquela situação. Só não tínhamos dinheiro. Deixamos documentos como garantia e fomos para casa buscar dinheiro. Pagamos tudo, ficamos bem quietinhos, não contamos o vexame para nenhum colega e, pelo menos o Arnaldo e eu, passamos a planejar os próximos pinduras, que demos infalivelmente todos os anos, até o 5° ano.
Lembro sempre desse episódio, típico de fase em que tentávamos aprender a viver.

Bons tempos.

Um grande abraço

 Fuad,o Fadú em 12/08/2007 - 11:43
Caríssimo Arthur



Fiquei honrado por merecer a atenção de um eminente professor de fama internacional. Sua cirurgia pioneira de redução de estômago foi um grande avanço da Medicina e motivo de orgulho para nossa Faculdade.

Agora quero fazer alguns reparos no seu relato acerca daquele pindura memorável no restaurante do Hotel Othon, que participamos em 1961.

Não me lembrava do creme de aspargos, mas sim da sobremesa : morangos com chantilly.

Você me achou pálido ?! Talvez porque receava uma agressão física por parte daquela dezena de garçons de cara amarrada (não demos a tradicional gorjeta) e estávamos só em 4.

Quando anunciamos o pindura, veio correndo o “maitre” com um ar muito triste dizendo:

-“ O que é isso meus filhos? O dia 11 de agosto já passou.”

O advogado do hotel foi chamado e sentou-se ao nosso lado, na mesa, propondo um desconto. Dissemos que “não ficava bem” pagar qualquer quantia pois era pindura.

Foi então chamado a Polícia de Repressão a Vadiagem que ao nos ver bem vestidos e comportados, avisou que o caso não era com eles, mas com a polícia do Pátio do Colégio.

Seguiu-se um longo período de espera. O “maitre” (um gentleman) impaciente, olhava a todo minuto pela janela, esperando.

Comentamos com o garçom :- “ O serviço estava excelente, mas a polícia deixa a desejar”.

Estávamos tranqüilos porque o Arnaldo disse que o tio (?) dele era um delegado de polícia influente.

Começaram a chegar umas hóspedes do hotel para o chá da tarde.

Combinamos, se necessário, dar nomes falsos. O meu seria Odorico Machado de Souza (nome do nosso professor de anatomia).

Fomos vencidos pelo cansaço. Vimos que não iam nos oferecer o chá das cinco.

Então deixamos nossos documentos como garantia para pagar a conta (com desconto) no dia seguinte.



Um saudoso abraço.



 ORLANDO CESAR DE OLIVEIRA BARRETO em 25/08/2007 - 14:40
Caro Fuad!

De fato aquela nossa incursão nos domínios das tradições do XI de Agosto das
Arcadas não foi muito feliz, graças à nossa inexperiência. Um dos colegas,
acho que o Arnaldo, à época era filho do Delegado Regional de São Paulo, e
assim o pindura teria sucesso completo (os tiras nos teriam libertado sem
pestanejar no caminho da Delegacia), mas o medo de que alguma coisa não desse
certo, até envolvendo o nome do pai do Arnaldo nos levou à humilhante condição
de enfiarmos o rabinho entre as pernas, pagarmos o devido, e voltarmos
amarelos às nossas casas... Lembro-me de que antes de comunicarmos aos garçons
que aquilo era um "pindura", pagamos a gorjeta de 10% aos garçons, fruto de
nossa profunda convicção de que os coitados estavam sendo explorados por
aquela rede de turismo internacional e não podíamos imaginar que poderíamos
prejudicar aqueles pobres assalariados!...

É isso aí, Fuad, sem tirar nem por. Receba um abração.

 Fuad, o Fadú em 28/08/2007 - 19:11
PEDIATRIA- 1963

Levei uma " bronca" da Dra. HEDDA porque errei a dose dos eletrólitos do soro de uma criança desidratada.
O Dr. ANTRANIK que assistiu a cena, pediu que eu o acompanhasse na visita que fazia aos pequenos pacientes.
Foi me explicando, baseado no pêso e exames laboratoriais, como calcular a quantia de cloreto de potassio e bicarbonato de sódio. Me falou do equilíbrioácido-básico, do hidróxido de alumínio e carbonato de calcio.
Eu prestava muita atenção , pois tinha certo mêdo daquele professor carrancudo, de vóz grave (apesar disso era famoso e internava sua clientela particular no Pronto Socorro Infantil Sabará).
Num dado momento ele interrompe sua explanação, fala alguma coisa que não entendi direito e se dirigiu, meio apressado ao corredor central.
Fui atrás e perguntei:
-" Como é professor ? O Sr. disse sulfato de bário ?
Ele responde:
-" Não ! VOU SOLTAR O BARRO !
Entendi. Ele tinha que ir ao banheiro.
Fiquei chocado com a expressão vulgar usada pelo eminente mestre.